Sobre o trabalho
Uma torneira de latão solitária pende desafiadoramente contra um fundo vermelho escaldante—um símbolo marcante da promessa quebrada de uma nação. Embora desligada, seu bico relutantemente goteja um punhado de gotas preciosas, testemunhos teimosos de um recurso sendo estrangulado pelo descaso e má gestão. Abaixo, a terra se abre em tons ásperos e bolhas de marrom e amarelo, uma paisagem devastada pela seca e abandono. Amarrado firmemente ao redor da torneira, um nó de tecido azul aperta o fluxo, um lembrete visceral das forças políticas e sociais que estrangulam a vitalidade de uma nação.
Esculpida no solo fissurado abaixo, a palavra “FERRO” está embutida—um eco inflexível da opressão implacável e do aperto de ferro de políticas falhas que levaram uma civilização orgulhosa à beira do colapso. Isso não é apenas um lamento pela água perdida; é uma acusação das estruturas de poder que colocam lucro e controle acima da sobrevivência. A tensão entre sufocamento e liberação percorre a imagem, exigindo reconhecimento das profundas cicatrizes deixadas pela catástrofe ambiental infligida pelas mãos humanas.
Inspirada pela devastadora crise hídrica do Irã, esta obra expõe a brutal realidade por trás das manchetes: comunidades destruídas, tradições ameaçadas e futuros roubados pelo desprezo sistêmico. Ela dirige o olhar firmemente para as forças que atam, sufocam e traem—sobre o pulso antigo de uma civilização estrangulado pelo fracasso moderno. Esta é uma ousada confrontação com a crise, um chamado para desmascarar a injustiça e um desafio contundente àqueles que ainda detêm as chaves para o fluxo ou a fome. O nó aqui é político, urgente e inflexível—um emblema de resistência contra a erradicação e o silêncio.
Especificações
| Editor | Kaveh (Michael) Amiri |
|---|---|
| Emoldurado | Não incluído |
| Certificado de autenticidade | Incluído |
| Condição/detalhes | Excelente |
| Assinatura | Incluído |








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